Por falar em recriações, aqui vai mais uma curiosa, "Stranger than Kindness" por Karin Andersson (Fever Ray).
Já lá não trabalhava há vários meses, sabia que estava por um fio, mas mesmo assim foi grande choque que recebi esta notícia. É uma tristeza imensa andar seis anos da nossa vida a lutar por um projecto que se desmorona.
Aqui está uma notícia curiosa. Os Flaming Lips - uma banda que sempre me deixou indiferente - vão fazer uma recriação do "Dark Side of the Moon". O que me deixa satisfeito no meio disto tudo é a recuperação justa de uma das melhores bandas de todos os tempos.

Eu compreendo a importância mediática de Michael Jackson e aceito o destaque que se tem dado à sua morte, mas aquilo que se tem dito neste dia deixa-me completamente embasbacado. É inegável que o homem teve um sucesso tremendo, mas isto não justifica que se faça uma avaliação acrítica do seu trabalho. As coisas têm ser postas nos termos correctos. A música de Michael Jackson é de fugir pelas paredes e representa tudo o que mais piroseiro se fez nos anos 80.
Há mais de três meses que não edito nada neste blogue e contudo tantas coisas aconteceram no entretanto. A minha mulher engravidou, saí das Quasi, mudei de casa, vim, finalmente, morar para Vila do Conde e estive (ou estou) perto de criar uma empresa. Sinceramente, sinto-me curioso por saber o que vai ser da minha vida nos próximos tempos.
O ano musical vai já a passar à prova neste mês de Janeiro. As coisas prometem, com Antony, Andrew Bird, M. Ward, Franz Ferdinand e (para quem gosta, o que não é o meu caso) Animal Collective, dificilmente podemos ficar indiferentes aos primeiros lançamentos.
De João Aguardela, ficar-me-á sempre na memória as gravações que andavam de cassete em cassete dos concertos do Concurso Rock Rendez Vous de 88. Os Sitiados eram de todas as bandas aí presentes a minha favorita, com uma das mais belas canções do pop-rock português, "A Noite".