Aqui.
Assustei-me quando apareceram as primeiras imagens do filme. Vão ser duas horas dolorosas, pensei. E assim foi. Saí de lá amarfanhado. O filme é brilhante na medida em que é insuportável, na medida em que inspira aversão, na medida em que o odiamos. Que ninguém pense ir vê-lo para passar um bom bocado, para se distrair.
Não estará tudo demasiado fresco para termos uma opinião minimamente segura sobre o que de facto aconteceu em Oslo?
... era nos tempos actuais a única coisa boa na música mainstream.
Começa bem Nuno Crato, na minha opinião. É importante apostar no que mais interessa, o Português e a Matemática, e nada melhor do que transferir para estas disciplinas tempo curricular desperdiçado em Estudo Acompanhado e Área Projecto.
Comecei os dois últimos posts «A propósito».
A propósito deste post no Arrastão, escrevi eu que o Daniel Oliveira se colocou numa posição absurda, equivalente à de um ateu a responder à pergunta «se fosse Cardeal em quem votaria para Papa» dizendo «seguramente não votaria em Ratzinger porque ele acredita em Deus».
Contra isto respondeu um tal de Tonibler: «Absurdo. Ratzinger não acredita em Deus.»
A propósito da inexperiência deste governo, convém lembrar que, sendo a política um vespeiro, grande parte das vezes as vespas são os políticos experientes.
O que mais me perturba neste governo é que tem três ministros mais novos do que eu.
Este resultado do BE é a coisa mais esquisita que alguma vez vi na política. No momento exacto em que o BE tinha tudo para se fortalecer, definha. O que à primeira vista o resultado mostra (para além, obviamente, dos defeitos genéticos do BE ) é que há um certo eleitorado que foi votando BE que parece muito pouco, digamos, "politizado"; o que é estranho, porque o BE é ideologia pura. É que eu não vejo para onde foi esse eleitorado. Não foi para PCP, não foi para o PS, só pode ter ido para a direita. E a pergunta que se põe é: a ser verdade, quem é que tendo a mínima noção do que é a política passa do BE para a direita? É um absurdo, e eu só posso desconfiar que alguma coisa me está a escapar.