Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Scolari - resposta ao post do Alexandre

Os meus dados são todos verdadeiros, ao contrário dos do Alexandre. Portugal não foi ao Europeu de 88, mas sim ao de 84. De resto, o Alexandre confunde coisas essenciais com coisas irrelevantes, como jogos particulares. Quero lá bem saber dos jogos particulares, se depois ganharmos os jogos a doer. Também não me importo que se empate com o Liechtenstein, se depois nos qualificarmos. Também, se me derem a escolher entre perder uma final do Europeu e ser eliminado na primeira ronda de uma fase final, eu prefiro um bilião de vezes perder a final (comparar as duas coisas não faz sentido nenhum, e só na cabeça do Alexandre é que pode surgir tal comparação).

E agora os dados verdadeiros dos últimos vinte e tal anos antes de Scolari:

(a vermelho, os nossos desastres; espero que ninguém fique ofuscado)

 

Qualificámos para o Mundial 86 e ficámos em último no grupo e vivemos a maior vergonha de sempre do nosso futebol, com o caso Saltillo;

Não qualificámos para o Europeu de 88, ao contrário do que o Alexandre afirma;

Não qualificámos para o Mundial de 90;

Não qualificámos para o Europeu de 92;

Não qualificámos para o Mundial de 94;

Fomos aos Quartos-de-final do Europeu de 96;

Não qualificámos para o Mundial de 98;

Fomos às meia-finais do Europeu de 2000;

Qualificámos para o Mundial 2002 e fomos eliminados pelos EUA e pela Coreia.

 

Agora comparem com a prestação de Scolari:


Vice-campeões da Europa em 2004;

4.º Lugar no Mundial de 2006;

Qualificámos para o Europeu 2008.


Dito isto, é importante não ser injusto. Eu sei que a nossa prestação ao nível dos europeus melhorou muito desde 96. Mas o mesmo não aconteceu com os mundiais. Vejam, Portugal foi ao Mundial de 66 e ficou em terceiro lugar. Depois disto, só passado 20 anos é que voltámos a pôr lá os pés e fomos eliminados à primeira ronda. Depois, foi preciso esperar mais 16 anos e fomos também eliminados à primeira ronda. Só em 2006 é que conseguimos ir ao Mundial e fazer boa figura, com a ida às meias-finais. Ou seja, foram precisos 40 anos, eu repito, 40 anos, para o Mundo visse Portugal a competir ao mais alto nível. É muito tempo, foi esperar demais. Que a pessoa que tenha alterado isto seja alvo de críticas com as que o Alexandre faz para mim é incompreensível. Gostar ou não gostar não justifica tudo, é preciso inteligência. Eu, se querem saber, nem tenho grande simpatia por Scolari e já defendi que ele deveria ter saído depois do Mundial por causa do seu temperamento e da sua irascibilidade. Também já reconheci que o futebol que as equipas de Scolari praticam estão longe de me agradar. Mais, acho que Scolari tem deficiências tácticas. Agora, o que eu não sou é injusto nem ingrato. Critico-o, como já fiz muitas vezes, mas reconheço os méritos. Coisa que o Alexandre nunca fez.

publicado por Mário Azevedo às 10:39

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1 comentário:
De Alex a 23 de Novembro de 2007 às 14:27
Viva, Mário, que bom é poder comentar no teu blog.
Só alguns reparos ao que escreveste.
1 - Não sei onde é que leste que Portugal foi apurado para o Euro88. Não foi no meu post, tenho a certeza.
2 - O post refere-se a dois comentários teus. Um diz que "Scolari nunca falhou". Mas a derrota na final do Euro foi um falhanço ou não? É pior sair na 1ª ronda? Com certeza que sim. Mas não foi isso que escrevi. O que digo é que a frase "Scolari nunca falhou" é incorrecta.
Outro comentário diz "o de sermos invariavelmente eliminados quando éramos favoritos". A minha crónica mostra, com dados, que quando fomos favoritos só falhamos duas vezes, num apuramento para o Mundial98. Isso é muito longe do "invariavelmente" que escreveste. As tuas sensações e a tua memória dos factos podem dizer que na altura do apuramento para os Mundias de 90 e 94 teríamos melhores equipas que a Bélgica e a Suíça, mas os rankings demonstram que não éramos favoritos.
3 - estás realmente convencido que Scolari foi a única variável que se alterou entre, por exemplo, 94 e 2006? Eu não penso assim. E mesmo se pensasse, as críticas, desde que fundamentadas, são sempre compreensíveis.
Escrevo mais logo. Tchau

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