Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

Lugares de estacionamento mais largos só para mulheres

Machismo ou prevenção?

publicado por Mário Azevedo às 14:21

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As novas regras ortográficas

No ciberdúvidas de ontem foi publicado um texto interessante, intitulado "O que (não) muda com o Acordo Ortográfico (1990)", com um resumo das mudanças significativas que este acordo vai provocar nas regras da língua portuguesa. O acordo só este ano vai ser assinado e entrará vigor em 2017, daqui a 10 anos.
Depois de ler o texto fiquei sem perceber muito bem por que razão provocou e provoca tanta polémica em Portugal, já que ele salvaguarda as nossas especificidades linguísticas.
O caso mais problemático é o das sequências consonânticas (ct, cc, pt, etc.), já que vamos começar a escrever ação, diretor, fatura, letivo, ótimo. Mas nas situações em que as consoantes são proferidas não há mudanças, e por isso vamos manter palavras como inepto, convicto e núpcias. Está mesmo previsto em algumas situações haver duplas grafias, como aspecto/aspeto, ceptro/cetro, amígdala/amídala, amnistia/anistia, subtil/sutil, para respeitar as diferentes pronúncias.
Estas duplas grafias vão ocorrer também em algumas palavras esdrúxulas, respeitando as diferentes acentuações (por exemplo, académico, bebé, ténis em Portugal, acadêmico, bebê, tênis no Brasil).
Para além isto, passam a existir as consoantes k, w, y, o que me parece bem, e são alteradas algumas regras de acentuação, hifenização das palavras compostas e utilização das maiúsculas iniciais.
No que diz respeito à acentuação, confesso que me faz confusão acabar com alguns acentos diferenciais, sobretudo nas palavras pêlo, distinta de pelo, pára, distinta de para, e nas palavras como amámos, gostámos, distintas de amamos e gostamos no tempo verbal.
Nas regras de hifenização, discordo que se acabem com os hífenes nas formas monossilábicas do verbo haver: hei de, hás de, hão de em vez de hei-de, hás-de, hão-de. De resto, as alterações são irrelevantes, até porque as regras de hifenização são um pouco confusas e, verdade seja dita, desconhecidas de 99,9% da população portuguesa. Que interessa lá saber se se escreve autoestrada ou auto-estrada, antissemita ou anti-semita.
O mesmo se poderia dizer das regras das maiúsculas. As mudanças são insignificantes para a maioria dos portugueses. Talvez a mais controversa seja a que se refere às estações do ano, que vão passar a escrever-se com inicial minúscula, tal como já acontece no Brasil.

publicado por Mário Azevedo às 11:01

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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Um relativo Chávez

Temos assistido na blogosfera a uma discussão que me parece inútil, a propósito de Chávez. Nunca hei-de entender esta mania que as pessoas têm de relativizar as coisas quando lhes convém. A mim não me interessam as condições em que Chávez governa ou deixa de governar na Venezuela. Ou antes, interessa, mas não para o caso. O homem é um ditador e ponto final. Claro que não é nenhum Saddam, mas tem opções políticas que põem em causa a democracia do país. Ainda não totalmente, longe disso, mas se lhe derem rédea solta, para lá caminha.
Um truque de quem gosta de relativizar as coisas é pegar em pequenos exemplos de autoritarismo que existem em todos os países democráticos (nunca a democracia é perfeita, obviamente), compará-los com os que são perpetrados nos países verdadeiramente ditatoriais, defender que o princípio é o mesmo e estabelecer paralelos absurdos. Com isto consegue-se por exemplo comparar o incomparável, os Estados Unidos com o Irão, Portugal com a Venezuela e por aí fora.
Claro que a culpa também é muito de quem não tem cuidado com certas expressões. Se utilizamos os termos fascista e estalinista de uma forma despudorada, facilitamos automaticamente estas comparações.
publicado por Mário Azevedo às 10:57

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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007

Comentários

Face a algumas críticas de amigos meus, resolvi activar a caixa de comentários.
publicado por Mário Azevedo às 12:03

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Scolari - resposta ao post do Alexandre

Os meus dados são todos verdadeiros, ao contrário dos do Alexandre. Portugal não foi ao Europeu de 88, mas sim ao de 84. De resto, o Alexandre confunde coisas essenciais com coisas irrelevantes, como jogos particulares. Quero lá bem saber dos jogos particulares, se depois ganharmos os jogos a doer. Também não me importo que se empate com o Liechtenstein, se depois nos qualificarmos. Também, se me derem a escolher entre perder uma final do Europeu e ser eliminado na primeira ronda de uma fase final, eu prefiro um bilião de vezes perder a final (comparar as duas coisas não faz sentido nenhum, e só na cabeça do Alexandre é que pode surgir tal comparação).

E agora os dados verdadeiros dos últimos vinte e tal anos antes de Scolari:

(a vermelho, os nossos desastres; espero que ninguém fique ofuscado)

 

Qualificámos para o Mundial 86 e ficámos em último no grupo e vivemos a maior vergonha de sempre do nosso futebol, com o caso Saltillo;

Não qualificámos para o Europeu de 88, ao contrário do que o Alexandre afirma;

Não qualificámos para o Mundial de 90;

Não qualificámos para o Europeu de 92;

Não qualificámos para o Mundial de 94;

Fomos aos Quartos-de-final do Europeu de 96;

Não qualificámos para o Mundial de 98;

Fomos às meia-finais do Europeu de 2000;

Qualificámos para o Mundial 2002 e fomos eliminados pelos EUA e pela Coreia.

 

Agora comparem com a prestação de Scolari:


Vice-campeões da Europa em 2004;

4.º Lugar no Mundial de 2006;

Qualificámos para o Europeu 2008.


Dito isto, é importante não ser injusto. Eu sei que a nossa prestação ao nível dos europeus melhorou muito desde 96. Mas o mesmo não aconteceu com os mundiais. Vejam, Portugal foi ao Mundial de 66 e ficou em terceiro lugar. Depois disto, só passado 20 anos é que voltámos a pôr lá os pés e fomos eliminados à primeira ronda. Depois, foi preciso esperar mais 16 anos e fomos também eliminados à primeira ronda. Só em 2006 é que conseguimos ir ao Mundial e fazer boa figura, com a ida às meias-finais. Ou seja, foram precisos 40 anos, eu repito, 40 anos, para o Mundo visse Portugal a competir ao mais alto nível. É muito tempo, foi esperar demais. Que a pessoa que tenha alterado isto seja alvo de críticas com as que o Alexandre faz para mim é incompreensível. Gostar ou não gostar não justifica tudo, é preciso inteligência. Eu, se querem saber, nem tenho grande simpatia por Scolari e já defendi que ele deveria ter saído depois do Mundial por causa do seu temperamento e da sua irascibilidade. Também já reconheci que o futebol que as equipas de Scolari praticam estão longe de me agradar. Mais, acho que Scolari tem deficiências tácticas. Agora, o que eu não sou é injusto nem ingrato. Critico-o, como já fiz muitas vezes, mas reconheço os méritos. Coisa que o Alexandre nunca fez.

publicado por Mário Azevedo às 10:39

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Scolari

Já sei que vêm aí os profetas da desgraça, mas a verdade é esta, Scolari nunca falhou. Chegámos à final do Europeu, qualificámos para o Mundial, fomos às meias-finais do Mundial, e hoje qualificámos para o Europeu.
As pessoas têm uma péssima memória, mas eu sei o que foram duas dezenas de anos de frustrações, de qualificações falhadas contra equipas como a Bélgica, a Suíça e a Ucrânia, de presenças nas fases finais desastrosas, com casos Saltillos e derrotas vergonhas com os EUA. Por isso quando oiço falar em responsabilidade, quando oiço pessoas dizerem que Portugal tinha a responsabilidade de passar, de jogar melhor, de ganhar a este e àquele, blá, blá, blá, blá, blá, blá, só me dá vontade de torcer o pescoço a alguém. O problema da selecção portuguesa foi sempre este, o de falharmos quando tínhamos responsabilidade; o de sermos invariavelmente eliminados quando éramos favoritos. Ora, com Scolari, as coisa mudaram definitivamente. Com classe ou sem classe, a verdade é que as coisa mudaram, cumprimos sempre, não temos vitórias morais, vencemos realmente, qualificamo-nos para as fases finais e vamos longe nestas fases finais.
Outra coisa, não é verdade o que se diz aí de que antes não tínhamos grandes selecções. A selecção de Saltillo, por exemplo, era uma grande equipa, tinha Futre, Pacheco, Sousa, Rui Águas,  Diamantino, Carlos Manuel, Bento e por aí adiante. A selecção que Carlos Queirós, Artur Jorge e António Oliveira treinaram era um misto de duas equipas que tinham sido campeões do Mundo de júniores, com Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, João Pinto, Fernando Couto, Jorge Costa, Vítor Baía e também por aí adiante. E foi o que se viu. O único seleccionador, para além de Scolari, que cumpriu  foi  Humberto Coelho. De resto, todos falharam nos últimos vinte e quatro anos.

publicado por Mário Azevedo às 22:48

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Foda-se...

.. que puto de alívio.

publicado por Mário Azevedo às 21:37

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

...

Olha, Alexandre. E a esses teus amigos não há quem lhes dê um tiro?

publicado por Mário Azevedo às 10:16

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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Chávez/Aznar

Chávez é um maluco que vai fazer os venezuelanos pagarem caro por todas as besteiras cometidas. Contudo, e isto é importante, ele é um problema interno da Venezuela.
Quanto a Aznar, foi um político competente que promoveu, e de que maneira, o desevolvimento espanhol. Mas tem um defeito terrível. Mente com todos os dentes que tem na boca. E sobretudo mentiu (e continua a mentir) de uma forma desavorgonhada sobre o Iraque. E o Iraque não é um problema interno de qualquer país, mas sim, e infelizmente, um problema internacional de dimensões ainda por calcular. Este vídeo "promocional" venezuelano tem muitos defeitos, mas mostra preto no branco o descaramento de Aznar. Se tiverem paciência, apanhem  estas afirmações de Aznar:

Aznar: O regime iraquiano tem armas de destruição maciça.

Jornalista: Está seguro disso?           

Aznar: O senhor pode estar seguro disso. Podem estar seguras todas as pessoas que nos vêem de que estou a dizer a verdade. O regime iraquiano tem armas de destruição maciça. Tem ligações aos grupos terroristas.

publicado por Mário Azevedo às 23:05

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FCP

Isso, isso, continuem a bater no treinador, ele é que é o grande culpado. E no Quaresma, pois claro, esse mandrião! E já agora, lembrem-se do Lisandro. Não se deixem iludir, só porque ele marca um golinho aqui e acolá. Esse gajo não vale nadinha.

publicado por Mário Azevedo às 11:04

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