Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

As coincidências

É sempre a mesma história, a culpa é do clima. Jared Diamond fala muito disto em The Third Chimpanzee. Há uma tendência para acreditar em coincidências e justificar as extinções com as alterações climáticas. Foram as alterações climáticas que exterminaram inúmeras espécies na Nova Zelândia, exactamente quando o Homem acabava de lá chegar. E são elas também que explicam o desaparecimento dos mamíferos de grande porte, entre outras espécies, na América, no período imediatamente posterior à descoberta deste continente pelo Homem. Em todas estas situações de extermínio, e em outras semelhantes, o Homem por coincidência acaba de chegar, mas a culpa, vem-se a descobrir, nunca é dele. Há sempre uma alteração climática para nos absolver.

publicado por Mário Azevedo às 12:07

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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Procissão das cinzas em Vila do Conde

As procissões intrigam-me. Não se percebe que interesse têm, mas estão aí para durar, porque as pessoas gostam. O que é que significa gostar são outros quinhentos, porque o que se vê são pessoas aborrecidas a pasmar para o cortejo. 

 

publicado por Mário Azevedo às 11:25

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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Zeca Afonso

Fez ontem 25 anos que o Zeca Afonso morreu. Não pude aqui escrever nada, nem tenho muito para dizer, apenas que o Zeca foi para mim um dos maiores génios da música popular, seja ela portuguesa ou mundial. E quem me conhece sabe que não sou nada nacionalista nos gostos artísticos. O resto, a vida pessoal dele, as opções políticas, independentemente do que se possa pensar, em nada beliscam o músico, embora eu saiba que para ele, Zeca Afonso, as águas não estavam assim tão separadas. A mim não me interessa, ele usou a música para lutar por um ideal; o meio pode não dizer muito a muita gente, mas o resultado sim.

publicado por Mário Azevedo às 12:40

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

A mente não é assim tão poderosa

Há uns dois anos ouvia-se dizer uma ou outra vez em fóruns mediáticos que a crise era coisa criada pela cabeça das pessoas. Será que nos dias de hoje ainda haverá alguém que acredite neste profundo disparate?

publicado por Mário Azevedo às 14:33

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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Lana Del Rey

O álbum Born to Die acaba por ser um pouco decepcionante na medida em que as novas canções estão uns furos abaixo das que já se conheciam. Sobretudo desagrada-me em algumas destas canções aquela sensação de déjà vu no desenho melódico da voz. De qualquer modo, o disco tem ainda muita coisa boa e grandes canções. Lana Del Rey tem um estilo pousado e grave e uma voz de mulher madura que aprecio muito. Já não aguentava mais estas cantoras tão em voga com vozinhas de adolescentes atrevidas.

publicado por Mário Azevedo às 10:52

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